domingo, 24 de julho de 2011

Tributo à Machu Picchu

24 de julho de 2011: centenário do descobrimento de Machu Picchu. Poderia hoje falar sobre toda a história do Império Inca e todos esses blá blá blás de costume. Mas, hoje, me recuso. Recuso-me a falar da cidade inca que, graças às montanhas que a rodeiam, ficou perdida ao mundo até 1911, quando foi descoberta pelo arqueólogo americano Hiram Bingham. Prefiro me ater à observações altamente pessoais.

Sinceramente, me impressiono com o que esse povo fazia. Machu Picchu, o grande feito inca, é tudo o que precisamos e queremos nas nossas cidades do século XXI. Por quê? Reflitam comigo.

Machu Picchu, para mim, é o ápice da engenharia e arquitetura. Adoro a comparação: O Japão é o país tecnologicamente mais desenvolvido do mundo. Sim, e o que isso tem a ver? Pois bem: a pérola inca, há tantos séculos atrás, foi construída a prova de terremotos. Ainda esse ano, o Japão foi devastado por terremoto e tsunami. Fico apaixonada por essa linha de raciocínio há tanto tempo.

Água. Eis o "bem material" mais precioso deste século. Enquanto nós usamos e abusamos pessimamente este importante recurso, os incas criaram em Machu Picchu uma instalação de armazenamento da água da chuva. Passando por valas, a água desce do topo da montanha até poços, onde ficava à disposição da população.

Por falar em montanha, taí outra fascinante característica: os incas construíram a cidade no topo de uma montanha (cultuada como deus); sendo assim, protegiam-se contra ataques e invasões. Vai dizer que isso não é muito útil?

Há tantos e tantos anos, o que julgavam ser um mundo perdido mostrou-se um dos maiores feitos da humanidade. Machu Picchu se revela como marco de uma civilização que, embora tenha durado apenas 100 anos, ficará para a eternidade.

Ah, só pra acabar essa minuscula, insignificante e indiferente postagem, #ficadica: Múmias de Palermo, o maior grupo de múmias do mundo

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