quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Os donos do mundo e a expansão do Imperialismo

Braseel, meu Braseel brasileiro, meu mulato inzoneiro, vou cantar-te nos meus versos, cá está mais um dos meus resumos didáticos. Espero (e vocês não sabem como eu espero!) que os ajude naqueles três diazinhos que decidirão a minha, a sua, a nossa vida. Ao trabadjo! (#piadainterna)

1.   CRESCIMENTO CAPITALISTA: INFLUÊNCIA DA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL:
  • Ampliação do comércio mundial;
  • Acúmulo de captais ente os empresários das grandes potências:
    • Grande desenvolvimento técnico e científico na 2ª Revolução Industrial;
  • Novas tecnologias: estímulo das grandes potências a expandir negócios e forças políticas
    • Energia, aço, transportes, comunicação
  • Capitalismo financeiro e monopolista:
    • Concentração de produção e capital;
    • Livre concorrência => domínio das multinacionais => eliminação da concorrência;
    • Associação de bancos e indústrias:
      • Aumento da produção industrial;
      • Acúmulo de capitais.
2.   NEOCOLONIALISMO: GRANDES POTÊNCIAS CONQUISTAM ÁFRICA E ÁSIA
  • Necessidade de novos mercados consumidores;
  • Adoção de práticas imperialistas:
    • Invasões militares;
    • Interferências econômicas nos países dominados;
    • Repartição do mundo entre as potências: integração do mercados mundiais.
  • Mito da superioridade da civilização industrial
  • Poderio militar e segurança nacional:
    • Disputas pelo controle de matérias-primas, novos mercados e exportação de capitais;
    • Estímulo dos governos: questões estratégicas;
    • Conquista de territórios em diversos lugares do mundo.

3.   A REPARTIÇÃO DOS CONTINENTES:
  • Partilha da África: Conferência de Berlim:
    • Definição de critérios para a conquista de territórios livres.
  • Partilha da Ásia: conquistas
    • Japão: rápida modernização
      • Transformam-se em imperialistas
    • Índia: revoltas reprimidas pelos ingleses
      • Coroação da Rainha Vitória como Imperatriz da Índia;
    • China: comércio do ópio
      • Repressão inglesa contra o comércio ilegal
      • Guerra do Ópio: dá à Inglaterra o domínio de Hong Kong

4.   DAS POTÊNCIAS PARA O MUNDO: O INÍCIO DA I GRANDE GUERRA
  • Disputas entre as potências por territórios;
  • Fechamento dos mercados para produtos importados;
  • Acirramento das tensões;
  • Corrida armamentista.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Da Revolução à Bonaparte: uma breve(?) História francesa (II)

Tá, eu sei: em uma semana Sherazade já teria morrido. Mas perdoem-me. Perdoem essa pobre coitada! Perdoada ou não, continuemos nossa História.

Os processos revolucionários criaram na França um clima de tensão. A burguesia, insatisfeita com o governo jacobino, toma o poder em 1799, num golpe de estado conhecido como "18 de Brumário". Esse golpe marca o início do governo girondino burguês, liderado por Napoleão Bonaparte.

A Era Napoleônica foi dividida em três partes: Consulado (1799-1804), Império (1799-1804) e Governo dos Cem Dias (1815). Para facilitar nosso estudo, dividiremos nossos trabalhos nessas três fases.

O governo do Consulado foi instaurado logo após a queda do Diretório. Com caráter republicano-militar, o poder executivo era partilhado por três cônsules, entre eles o próprio Napoleão. Entretanto, essa divisão era puramente formal, uma vez que  mesmo era quem possuía a maior influência. Por essa razão, Bonaparte é eleito Primeiro-Cônsul da França.

Nessa fase, a burguesia se torna o grupo central francês. A forte censura à imprensa, o desmanche da oposição e a ação violenta por parte dos militares puseram em questão os ideias revolucionários de "liberdade, igualdade e fraternidade". Vários feitos foram realizados, principalmente, em prol da nova elite, como, por exemplo:
  • Fundação do Banco da França, com o objetivo de estabilizar a economia através da criação e emissão de moeda própria (franco) e controle da inflação;
  • Direito à propriedade privada;
  • Distribuição de terras (inclusive da Igreja);
  • Igualdade perante à lei;
  • Elaboração da Concordata entre a Igreja Católica e o Estado, dando à este a posse das terras da Igreja e participação na escolha de novos bispos. Em troca, o governo daria um auxílio financeiro à mesma;
  • Início da industrialização e proteção alfandegária.
Essas medidas e o novo modo de governar agradaram à elite francesa e, com o apoio da mesma, elevaram ao cargo de Cônsul Vitalício Bonaparte, em 1802.

Em 1804, foi realizado um plebiscito na França em que, com a grande maioria dos votos, foi aprovado um "novo" modelo de governo, a monarquia (lembram-se vocês que o retetê todo ocorrido há cerca de 30 anos foi para retirar o regime monárquico, né? se não lembra, corre! vai ler o post anterior, eu espero. pronto? então continuemos). Nesse período, o grande destaque vai para a política expansionista, em busca, principalmente, de mercados consumidores da nova indústria francesa.

Tudo muito lindo, todo mundo feliz, né? NÃO. Uma coisa ainda atrapalhava a plenitude do sucesso francês: a Inglaterra. "Bobocas ingleses!", pensou Bonaparte, "Vou proibir todos de comercializarem com aquele paizinho de nada". Agora, vocês devem estar se perguntando: QUE ENVERGADURA MORAL ELE TEM PRA FAZER ISSO? (se não tiverem perguntado, ao menos finjam pra me deixar feliz). E eu te respondo: "elementar, meu caro Wattson" (ops, isso é inglês) talvez o mais poderoso exército de toda a Europa?! Praticamente todos os países aderem ao Bloqueio Continental. Uma das poucas exceções é Portugal que, na iminência da invasão francesa, transfere, com o auxílio da Inglaterra, sua corte para sua maior colônia: o Brasil

A Rússia também descumpriu o Bloqueio Continental. Napoleão e seus homens marcharam para lá, mas foram derrotados pelo rigoroso inverno e pelo desconhecimento do território. Além disso, conspirações de um novo golpe chegaram aos ouvidos do imperador, que voltou rapidamente à França. Após esses fatos, temos a luta de uma coligação européia formada contra Napoleão. Com a Capitulação de Paris, Bonaparte abdica e é exilado na Ilha de Elba.

Mas a História não acaba aí. Aproveitando seu enorme poder persuasivo, Napoleão consegue fugir, formar um exército e reconquistar a França, período conhecido como Governo dos Cem Dias. Começou a invadir a Bélgica, mas foi derrotado e exitado, pela segunda vez, na Ilha de Santa Helena, em 1815, onde morreu em 1821" de morte natural" (suspeita-se de envenenamento).

Assim, chega ao fim uma breve(?) História francesa.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Da Revolução à Bonaparte: uma breve(?) História francesa (I)

E, finalmente, cá estamos nós, amigo(?) leitor. Pois bem, comecemos do início...

Século XVIII. Na França, enquanto Luís XVI, seus amiguinhos nobres e o clero brincam de administrar e gastar o dinheiro que não têm, o povo sofre com as más safras, o desemprego e as péssimas condições de vida. Não bastasse, o luxo da alta sociedade francesa provinha dos impostos, dos quais os únicos beneficiados ( clero - 1º Estado -  e nobreza - 2º Estado - eram isentos). Resultado: a conta sobrava para o 3º Estado, formado pelos que trabalhavam, desde a burguesia (alta, média e baixa) até os pobres trabalhadores urbanos e rurais. Quanto mais o tempo passava, mais a França se afogava numa profunda crise econômica, 'resolvida' sempre com o aumento de impostos.

Os problemas econômicos do Estado obrigaram Luís XVI a convocar os Estados Gerais da França, com representantes do clero, da nobreza e do povo. A oposição do rei às reformas pedidas pelos representantes do 3º Estado e a escassez de pão em Paris (causada pelos altos preços dos cereais) desencadearam uma reação política dos deputados do Terceiro Estado, que proclamaram a Assembléia Nacional Constituinte em 9 de julho de 1789. No dia 14 de julho do mesmo ano, o povo de Paris invadiu e tomou a Bastilha, prisão símbolo da opressão absolutista. Começava a Revolução Francesa, cuja principais conquistas foram:
  • Destituição e decapitação de Luís XVI;
  • Declaração dos Direitos do Homem;
  • Criação de uma nova Constituição:
    • Igualdade jurídica entre os indivíduos
    • Fim dos privilégios do clero e nobreza
    • Liberdade de produção e de comércio (sem a interferência do estado)
    • Proibição de greves
    • Liberdade de crença
    • Separação do estado da Igreja
    • Nacionalização dos bens do clero
    • Três poderes criados (Legislativo, Executivo e Judiciário)
Pós Proclamação da República (setembro de 1792), entram no poder os jacobinos, partido formado pela burguesia (pequena e média) e pelo proletariado de Paris. Eram radicais e defendiam os interesses do povo. Liderados por Robespierre e Saint-Just, instauraram o 'Período do Terror', onde guilhotinavam qualquer forma de oposição. Seu principal feito foi a fortificação do exército para a defesa de ataques externos. O poder dos jacobinos chega ao fim  quando muitos deputados da Convenção (que proclamou a República) acusaram Robespierre e outros líderes de traição e mandaram executá-los.

Agora é a vez dos grandes proprietários, os girondinos, que, por meio do Diretório (assembléia girondina) procuraram consolidar os princípios revolucionários. Eram contra o absolutismo do rei, mas também discordavam do extremismo jacobino. Os girondinos acreditavam que apenas um "governo dos proprietários" podia levar a revolução a bom termo. Assim, em 1795, promulgaram uma nova Constituição que permitia o voto somente aos proprietários. Suas intenções foram encerradas em 1799 com o golpe de estado de Napoleão Bonaparte.

O resto da História fica pra um outro capítulo, alá 'As Mil E Uma Noites'. Assim como Sherazade, espero vocês. Prometo que não será distante. O>