terça-feira, 9 de agosto de 2011

Da Revolução à Bonaparte: uma breve(?) História francesa (I)

E, finalmente, cá estamos nós, amigo(?) leitor. Pois bem, comecemos do início...

Século XVIII. Na França, enquanto Luís XVI, seus amiguinhos nobres e o clero brincam de administrar e gastar o dinheiro que não têm, o povo sofre com as más safras, o desemprego e as péssimas condições de vida. Não bastasse, o luxo da alta sociedade francesa provinha dos impostos, dos quais os únicos beneficiados ( clero - 1º Estado -  e nobreza - 2º Estado - eram isentos). Resultado: a conta sobrava para o 3º Estado, formado pelos que trabalhavam, desde a burguesia (alta, média e baixa) até os pobres trabalhadores urbanos e rurais. Quanto mais o tempo passava, mais a França se afogava numa profunda crise econômica, 'resolvida' sempre com o aumento de impostos.

Os problemas econômicos do Estado obrigaram Luís XVI a convocar os Estados Gerais da França, com representantes do clero, da nobreza e do povo. A oposição do rei às reformas pedidas pelos representantes do 3º Estado e a escassez de pão em Paris (causada pelos altos preços dos cereais) desencadearam uma reação política dos deputados do Terceiro Estado, que proclamaram a Assembléia Nacional Constituinte em 9 de julho de 1789. No dia 14 de julho do mesmo ano, o povo de Paris invadiu e tomou a Bastilha, prisão símbolo da opressão absolutista. Começava a Revolução Francesa, cuja principais conquistas foram:
  • Destituição e decapitação de Luís XVI;
  • Declaração dos Direitos do Homem;
  • Criação de uma nova Constituição:
    • Igualdade jurídica entre os indivíduos
    • Fim dos privilégios do clero e nobreza
    • Liberdade de produção e de comércio (sem a interferência do estado)
    • Proibição de greves
    • Liberdade de crença
    • Separação do estado da Igreja
    • Nacionalização dos bens do clero
    • Três poderes criados (Legislativo, Executivo e Judiciário)
Pós Proclamação da República (setembro de 1792), entram no poder os jacobinos, partido formado pela burguesia (pequena e média) e pelo proletariado de Paris. Eram radicais e defendiam os interesses do povo. Liderados por Robespierre e Saint-Just, instauraram o 'Período do Terror', onde guilhotinavam qualquer forma de oposição. Seu principal feito foi a fortificação do exército para a defesa de ataques externos. O poder dos jacobinos chega ao fim  quando muitos deputados da Convenção (que proclamou a República) acusaram Robespierre e outros líderes de traição e mandaram executá-los.

Agora é a vez dos grandes proprietários, os girondinos, que, por meio do Diretório (assembléia girondina) procuraram consolidar os princípios revolucionários. Eram contra o absolutismo do rei, mas também discordavam do extremismo jacobino. Os girondinos acreditavam que apenas um "governo dos proprietários" podia levar a revolução a bom termo. Assim, em 1795, promulgaram uma nova Constituição que permitia o voto somente aos proprietários. Suas intenções foram encerradas em 1799 com o golpe de estado de Napoleão Bonaparte.

O resto da História fica pra um outro capítulo, alá 'As Mil E Uma Noites'. Assim como Sherazade, espero vocês. Prometo que não será distante. O>

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